Sunday, April 17, 2005

Conceito de multidão, público e massa

Multidão
A multidão apresenta-se como elemento ou mecanismo cuja pressão se destina a obter interesses (políticos, outros). Ele descobre três causas básicas da multidão:
1) anonimato,
2) emoções que se estendem por imitação ou "contágio",
3) desaparecimento da consciência pessoal. O indivíduo em si fica como que hipnotizado pelo desejo coletivo da multidão.

Público
Se a multidão se organiza em resposta a emoções partilhadas, o público organiza-se em face de um tema. O público requer capacidade para pensar e raciocinar com outros.
Blumer (1946) deu um tratamento especial ao conceito de público, referindo a um grupo de pessoas:
1) que se confrontam com um tema,
2) que se dividem em termos de idéias quanto a um tema,
3) que se envolvem na discussão de um tema.
O argumento e o contra-argumento são os meios de moldagem da opinião pública.
A argumentação implica um universo do discurso.
Para João Pissarra Esteves (1998: 204), público quer dizer:
1) não há fechamento a novos elementos,
2) não há fechamento de temas,
3) há paridade na argumentação.

Massa
A massa compõe-se de indivíduos anônimos e é marcada por alguma interação física. A massa resulta de dois elementos precisos:
1) o desenraizamento de grupos que demandam uma cidade ou um novo país, aumentando a pressão urbana, mas sentindo o isolamento e o anonimato,
2) a centralidade dos meios de comunicação (como a imprensa e a rádio).

Referências Bibliográficas:
Esteves, João Pissarra (1998). A ética da comunicação e os media modernos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; Mattelart, Armand, e Michèle Mattelart (1997). História das teorias da comunicação. Porto: Campo das Letras (original de 1995); Monzón, Cándido (1996). Opinión pública, comunicación y política – la formación del espacio público. Madrid: Tecnos; Price, Vincent (1992). Public opinion. Newbury Park, CA, Londres e Nova Deli: Sage.

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