Thursday, April 28, 2005

O que significa Endomarketing? *

É toda e qualquer ação de marketing voltada para a satisfação e aliança do público interno com o intuito de melhor atender aos clientes externos.

Endomarketing ou Marketing Interno tem se tornando uma ferramenta de extrema importância para as organizações. A razão de tal importância é porque constitui-se em um processo cujo foco é sintonizar e sincronizar todas as pessoas que trabalham na empresa na implementação e operacionalização de ações mercadológicas.
O principal benefício que se busca é o fortalecimento e construção de relacionamentos, compartilhando os objetivos da empresa e fortalecendo estas relações, inserindo a noção de que todos são clientes de todos também dentro da empresas.
Antes de vender um produto para seus clientes, as empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo. O Endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto/serviço e o colaborador.
Isto significa tornar o colaborador um aliado, fomentando a idéia de que seu sucesso está ligado ao sucesso da empresa.
O Endomarketing deve ser trabalhado como uma ferramenta de comunicação e integração permanente.
A linha de comunicação deve estabelecer um amplo sistema de informações capaz de dar subsídios para que todos possam cumprir suas tarefas com eficiência.
É importante que todos saibam a respeito dos objetivos, estratégias, metas e formas de atuação só assim é possível começar a entender e atender os clientes externos de forma mais coerente e eficaz, diminuindo custos, tempo e possibilitando o surgimento de um clima interno mais harmônico no qual todos compartilham do mesmo senso de direção e de prioridades.
* Definição doprofessor Fábio Luciano Violin, mestre em Estratégias e Organizações, da UFPR.

Para entender o que é o Endomarketing

“Os sistemas de endomarketing consistem num conjunto de processos, projetos ou veículos de comunicação integrada que permite a venda, a consolidação de uma nova imagem para dentro da empresa” (Cerqueira, 1994).

Em tempos onde produtos e serviços tornam-se semelhantes em preço, qualidade e tecnologia, o fator humano de uma empresa passou a ser considerado uma vantagem competitiva.

Diante desta realidade, não bastam políticas justas de recursos humanos.

É preciso investir também na satisfação e motivação dos funcionários através de um programa de endomarketing. Num programa como esse, incluem-se desde treinamentos para o público interno até o desenvolvimento de campanhas motivacionais.

Argumentos
A competitividade atual é grande, o avanço tecnológico imenso e a necessidade de se gerar resultados efetivos indispensável.
É vital evoluir e inovar.
E para evoluir é preciso apostar na construção de nova empresa, mais ágil, mais competitiva.
Desenvolvimento sustentado
Devemos desmobilizar os velhos e maus hábitos e construir hábitos novos e produtivos, para isso é fundamental comprometer todos aqueles envolvidos no processo de geração de riqueza.
Assim, teremos condição de fazer das organizações um corpo forte, coeso e produtivo, que são hoje as principais condições para o desenvolvimento sustentado.

Vender a imagem
A grande maioria das empresas não adota de maneira otimizada mecanismos que identifiquem os funcionários com os seus objetivos.
Não sabem, em última visão, "vender" sua imagem, seus benefícios, sua missão.


Objetivo
O projeto de Endomarketing tem por objetivo estabelecer um forte componente de comunicação integrada, ou seja, comunicação nos dois sentidos: estabelece base de relacionamento interpessoal que desenvolve positivamente a auto-estima das pessoas; facilita a prática da empatia e da afetividade.
A implantação de uma campanha de endomarketing serve para consolidar a base cultural estabelecida, bem como acelerar qualitativamente a sinergia do comprometimento, através do reconhecimento e valorização do ser humano.
Faz com que as chefias envolvidas e não comprometidas com o desenvolvimento cultural corram o risco de serem identificadas. São elas, as chefias comprometidas, que garantem o desenvolvimento adequado dos projetos básicos de endomarketing.
Estabelece a prática inicial dos valores essenciais que a empresa escolheu para nortear as atitudes das pessoas para o comprometimento com seus sistemas tecnológicos, bem como para o estabelecimento de clima adequado nas relações interpessoais. São obrigatórios no início do processo de implantação do endomarketing e estabelecem a sinergia do comprometimento. Trabalho com a combinação da motivação psicológica e material, gerando desafios individuais e coletivos, distribuindo recompensas em função dos resultados obtidos.

Metodologia
Engloba ações que uma empresa deve empreender para consolidar a base cultural com o comprometimento adequado das suas diversas tecnologias, visando a:
A prática dos valores estabelecidos como base da nova cultura.
A manutenção de clima ideal de valorização e reconhecimento das pessoas.
O estabelecimento de canais adequados de comunicação interpessoal, que permitirão a eliminação de conflitos e insatisfações que possam afetar o sistema organizacional.
A melhoria do relacionamento interpessoal.
O estabelecimento da administração participativa.
Conceito
O endomarketing começa com a noção de que os empregados constituem o primeiro mercado interno para as organizações. Durante os últimos quinze anos o conceito de marketing interno ou endomarketing emergiu primeiro na literatura de marketing de serviços e, depois, na literatura de gerência de serviços
Um número cada vez maior de empresas tem reconhecido a necessidade dos processos internos de endomarketing, primeiro novamente no setor tradicional de serviços, e depois seguidos pelos fabricantes de bens industriais um pouco mais tarde.

O endomarketing é uma estratégia de gerenciamento
O primeiro foco é sobre como desenvolver nos empregados uma consciência do cliente.
Bens, serviços e campanhas específicas de marketing externo, ou exomarketing, têm que ser vendidos aos empregados antes de serem colocados externamente no mercado.
“Toda empresa ou qualquer organização tem um mercado interno de empregados que deve receber a primeira atenção”
O endomarketing funciona como um processo gerencial holístico, para integrar múltiplas funções da empresa de duas maneiras.
Primeiro, assegura que os empregados em todos os níveis da empresa, incluindo as gerências, compreendam o negócio e suas várias atividades e campanhas no contexto ambiental que suporte uma consciência relativa aos clientes.
Segundo, garante que todos os empregados estejam preparados e motivados para agirem de forma orientada para serviços.
A premissa do endomarketing é de que uma troca interna entre a organização e as equipes de empregados devem funcionar eficazmente antes que a empresa possa ter êxito no alcance de suas metas relativas aos mercados externos.

Necessidade de endomarketing
A necessidade crescente de endomarketing se deve não só à busca da eficiência do exomarketing, mas especialmente ao renascimento de ser humano nos negócios dentro do clima competitivo atual.
Existe um movimento constante da era industrial até a nova competição da economia por serviços, no qual a lógica do fabricante tem que ser substituída por uma lógica chamada de know how de serviços.
Tal constatação, em quase todos os ramos de negócios contribuiu para disseminação da noção de que um empregado bem treinado, desenvolvido e orientado para serviços, ao invés de orientado para matéria-primas, tecnologia de produção ou os próprios produtos, constitui o recurso mais precioso e também escasso hoje em dia.
Inicialmente, o endomarketing revela que os especialistas de marketing não são os únicos recursos humanos em marketing e, segundo Christian Grönroos, “com freqüência não constituem nem mesmo os recursos mais importantes”(1995. Pág. 280).
As habilidades, a orientação para o cliente e a consciência dos serviços de pessoas responsáveis por tarefas consideradas alheias ao marketing externo, tais como as ligadas às áreas de produção, assistência técnica, administração de reclamações, entre outras, são fatores críticos na percepção que o cliente tem da empresa e na preferência que poderá dar a essa empresa no futuro.

Wilson Cerqueira, prefaciando seu livro “Endomarketing: educação e cultura para a qualidade” (1994), apresenta uma limitada definição para o endomarketing, porém, eficiente ao revelar sua estreita relação com a sustentação interna das empresas e a importância fixação da imagem institucional tanto para o meio interno quanto para o externo.

Saul Bekin, em “Conversando sobre endomarketing” (1995:34), lança as bases de uma nova tendência de marketing voltado para o seio das organizações e, tendo bem delineadas as características e funções do exomarketing, formula a seguinte definição do endomarketing:

“... realizar ações de marketing voltadas para o público interno da empresa, com o fim de promover entre seus funcionários e departamentos aqueles valores destinados a servir o cliente".

Em entrevista veiculada através da rede Internet, Saul Bekin (1997) arremata: “Endomarketing é a utilização de modernas ferramentas de marketing, porém, dirigidas ao público interno das organizações.

Ações estruturais que visam à ação para o mercado
O endomarketing objetiva fortalecer as relações internas dentro da empresa com a função de integrar a noção de cliente x fornecedor interno, o que propicia melhorias tanto na qualidade dos produtos como na produtividade pessoal".

Gerenciar o desempenho dos talentos humanos
O primeiro objetivo do endomarketing é gerenciar o desempenho dos recursos humanos e implementar programas internos de ações, de forma que os empregados se sintam motivados a assumir o comportamento de “marqueteiros de plantão”.
Assegurar que os empregados se motivem para uma orientação à valorização do cliente e a assunção responsável e consciente dos serviços, com êxito, racionalidade e sintonia com o foco estratégico da organização.
O segundo objetivo decorre do primeiro: atrair bons empregados
“Quanto melhor funcionar o endomarketing, mais atraente será a empresa, como empregador, aos olhos dos empregados" (Grönroos, 1995, 283).
Sob tal aspecto, o endomarketing atua diretamente na excelência do clima organizacional, refletindo diretamente no índice de satisfação interna e na melhoria do fluxo de comunicação entre os diversos níveis da organização

Conectados, ambos os objetivos, desenvolver a cultura de valorização do cliente e a política de manutenção e o aprimoramento dos recursos humanos, delineiam as premissas básicas que devem nortear a atuação do endomarketing.

Habilidades de interações
Grönroos (1995,284) identifica três tipos diferentes de situações que requerem o endomarketing, que configuram os níveis do endomarketing
Ao criar uma cultura para serviços na empresa e uma orientação para os serviços entre os funcionários – o endomarketing é normalmente visto como meio de alcançar a cultura e pode ser um poderoso instrumento para o desenvolvimento de uma consciência interna voltada para serviços.
Grönroos avalia que, para atingir o objetivo de sedimentação da cultura de serviços, o endomarketing deve permitir que os empregados compreendam e aceitem a missão, estratégias e as táticas do negócio, assim como os produtos e serviços e as campanhas de marketing da empresa; desenvolver um gerenciamento orientado para serviços e um estilo de liderança entre gerentes e supervisores; e ensinar a todos os empregados comunicações orientadas para os serviços e habilidade de interações (1995, 284).



Métodos encorajadores
Ao manter uma orientação para os serviços entre o pessoal – uma vez criada, a cultura precisa ser mantida de forma ativa. Grönroos, para esse nível, relaciona os seguintes requisitos: assegurar que os métodos de gerenciamento sejam encorajadores, que os empregados obtenham informações e feedback contínuo, e fazer o marketing dos novos produtos e serviços também junto aos empregados (1995, 285).

Ao criar uma cultura para serviços na empresa e uma orientação para os serviços entre os funcionários – o endomarketing é normalmente visto como meio de alcançar a cultura e pode ser um poderoso instrumento para o desenvolvimento de uma consciência interna voltada para serviços.

Grönroos avalia que, para atingir o objetivo de sedimentação da cultura de serviços, o endomarketing deve permitir que os empregados compreendam e aceitem a missão, estratégias e as táticas do negócio, assim como os produtos e serviços e as campanhas de marketing da empresa; desenvolver um gerenciamento orientado para serviços e um estilo de liderança entre gerentes e supervisores; e ensinar a todos os empregados comunicações orientadas para os serviços e habilidade de interações (1995, 284).

Ao apresentar novos produtos e serviços, assim como campanhas e atividades de marketing aos funcionários – este terceiro nível do endomarketing está relacionado e reforça os outros dois.

Para Grönroos, é preciso tornar os empregados conscientes e fazer com que aceitem os novos produtos e serviços; fazer o mesmo sobre as novas campanhas e atividades do marketing; e introduzir as novas rotinas e tarefas decorrentes (1885, 286).

Produto e serviços aceitáveis
Para fazer com que o mercado externo responda, a empresa necessita de produtos ou serviços aceitáveis. O mesmo se aplica ao endomarketing.

Um desempenho orientado para o cliente e, portanto um bom marketing interativo não pode ocorrer, a não ser que a organização tenha algo a oferecer a seus empregados em retorno.
Pode ser que a simples oferta consistindo em um emprego com salário baste em alguns casos, mesmo hoje em dia.

Grönroos define o produto do endomarketing como “um emprego e um ambiente de trabalho que motivem os empregados fazendo-os responder favoravelmente às demandas da gerência com relação a uma orientação para o cliente e um bom desempenho no marketing interativo com ’marqueteiros’ de plantão e que, além disso, atraiam e retenham empregados” (1995, 289).

Assim, o endomarketing deve se tornar parte da filosofia gerencial estratégica e buscar, em suas ações e efeitos, proporcionar a melhoria contínua do clima da organização visando a elevação dos níveis de produtividade e lucratividade globais.

Sunday, April 17, 2005

Conceito de multidão, público e massa

Multidão
A multidão apresenta-se como elemento ou mecanismo cuja pressão se destina a obter interesses (políticos, outros). Ele descobre três causas básicas da multidão:
1) anonimato,
2) emoções que se estendem por imitação ou "contágio",
3) desaparecimento da consciência pessoal. O indivíduo em si fica como que hipnotizado pelo desejo coletivo da multidão.

Público
Se a multidão se organiza em resposta a emoções partilhadas, o público organiza-se em face de um tema. O público requer capacidade para pensar e raciocinar com outros.
Blumer (1946) deu um tratamento especial ao conceito de público, referindo a um grupo de pessoas:
1) que se confrontam com um tema,
2) que se dividem em termos de idéias quanto a um tema,
3) que se envolvem na discussão de um tema.
O argumento e o contra-argumento são os meios de moldagem da opinião pública.
A argumentação implica um universo do discurso.
Para João Pissarra Esteves (1998: 204), público quer dizer:
1) não há fechamento a novos elementos,
2) não há fechamento de temas,
3) há paridade na argumentação.

Massa
A massa compõe-se de indivíduos anônimos e é marcada por alguma interação física. A massa resulta de dois elementos precisos:
1) o desenraizamento de grupos que demandam uma cidade ou um novo país, aumentando a pressão urbana, mas sentindo o isolamento e o anonimato,
2) a centralidade dos meios de comunicação (como a imprensa e a rádio).

Referências Bibliográficas:
Esteves, João Pissarra (1998). A ética da comunicação e os media modernos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; Mattelart, Armand, e Michèle Mattelart (1997). História das teorias da comunicação. Porto: Campo das Letras (original de 1995); Monzón, Cándido (1996). Opinión pública, comunicación y política – la formación del espacio público. Madrid: Tecnos; Price, Vincent (1992). Public opinion. Newbury Park, CA, Londres e Nova Deli: Sage.

O planejamento estratégico da comunicação

" O planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais são os objetivos que devem ser atingidos e como se deve fazer para alcançá-los". (Idalberto Chiavenato)

Existem três níveis distintos de planejamento:
1) Planejamento estratégico,
2) Planejamento tático;
3) Planejamento operacional.

Planejamento estratégico:
É o planejamento mais amplo e abrangente da organização. Suas principais características são:
é projetado em longo prazo, tendo seus efeitos e conseqüências estendidos a vários anos pela frente; envolve a empresa como uma totalidade, abrangendo todos os seus recursos e áreas de atividade, e preocupa-se em atingir os objetivos no nível organizacional; é definido pela cúpula da organização no nível institucional e corresponde ao plano maior ao qual todos os demais estão subordinados.

Planejamento tático:
É o planejamento feito no nível departamental. Suas principais características são:
é projetado para o médio prazo, geralmente para o exercício anual;
envolve cada departamento, abrangendo seus recursos específicos e preocupa-se em atingir os objetivos departamentais; é definido no nível intermediário para cada departamento da empresa.

Planejamento operacional:

É o planejamento feito para cada tarefa ou atividade. Suas principais características são:
é projetado para o curto prazo, para o imediato;
envolve cada tarefa ou atividade isoladamente e preocupa-se com o alcance de metas específicas; é definido no nível operacional para cada tarefa ou atividade.

Vantagens:
- possibilita o comportamento sinérgico das áreas funcionais da organização;
- possibilita à organização manter uma interação do ambiente;
- incentiva a função diretiva;
- transforma a organização reativa em organização proativa;
- orienta e agiliza o processo decisório;
- desenvolve um processo descentralizado de planejamento;
- força o executivo a desligar-se das atividades do dia-a-dia.
- incentiva a utilização de modelos organizacionais adequados aos diversos contextos ambientais atuais e futuros;
- orienta o desenvolvimento dos planejamentos organizacional, tático e operacional;
- permite a obtenção de melhores resultados operacionais;
- orienta e agiliza o processo orçamentário.

Fases do planejamento
Iidentificar a situação, se é uma decisão ou um problema, obtendo para isto o máximo de informações internas e externas; determinação de objetivos; estabelecimento da melhor maneira de alcançar os objetivos, planejamento financeiro; implantação do planejamento;
e o controle.

Diagnóstico:
O diagnóstico estratégico do planejamento corresponde à primeira fase do processo e procura responder à pergunta básica "qual a real situação da empresa quanto aos seus aspectos internos e externos?", verificando o que a empresa tem de bom, de regular ou de ruim no seu processo administrativo.
Teobaldo define o diagnóstico como "método de levantamento e análise do desempenho de uma empresa ou instituição, interna ou externamente, de modo a facilitar a tomada de decisões".

Objetivos:
De acordo com Evangelista, os objetivos são fins a longo prazo que a organização pretende alcançar para manter seu equilíbrio. Estes fins são de caráter geral e específico que são de caráter amplo, sendo de mensuração a longo prazo. São os objetivos gerais da organização, os definidores da missão desta organização.


Metas:
As metas são fins a curto prazo que a organização pretende atingir. Estes fins são específicos e materializáveis. As metas facilitam medir intervalos de tempo e de custo.


Estratégias:
As estratégias são alternativas de operação selecionado durante o planejamento para alcançar os objetivos e as metas definidas pela organização em um determinado período de tempo.


Táticas:
As táticas constituem ações concretas desenvolvidas e que juntas constituem a estratégia. As táticas representam as partes de uma estratégia.


Instrumentos:
Os instrumentos de planejamento podem ser agrupados em quatro conjuntos homogêneos, assim especificados:
a) instrumentos relacionados com a fase do conhecimento da realidade:
estudos perspectivos ( projeções de longo prazo);
diagnósticos de situação ( em geral relacionados com a análise de séries históricas);
prognósticos ( médio prazo: cinco a sete anos);
estudos específicos subsetoriais.
b)instrumentos relacionados com as decisões:
planos e programas;
projetos.
c) instrumentos relacionados com a execução:
planos operativos(anuais);
orçamento-programa (anual e/ou trianuais).
d) instrumentos relacionados com o acompanhamento e controle:
fichas e formulários de acompanhamento;
relatórios; pareceres de realimentação.

Controle e Avaliação:
O controle propicia justamente verificar se há desvios das ações planejadas. Por meio do controle é possível detectar as falhas em todo o processo, da primeira fase até a última, e corrigi-las em tempo hábil. A avaliação dos resultados consiste, em verificar quais foram os pontos positivos e os negativos do que foi planejado e executado.

Procedimentos

Descendente:
Procedimento ou a ordem do processo centralizado, ou seja, refere-se a transmissão de informações da cúpula para a base. As informações enviadas traduzem, essencialmente, os objetivos, política, diretrizes, normas, procedimentos e princípios orientadores necessários ao funcionamento da empresa.
Ascendente:
Procedimento ou a ordem do processo descentralizado, ou seja, representa a transmissão das informações através do qual a base (os trabalhadores) pode fazer chegar aos escalões superiores suas opiniões, atitudes e ações sobre assuntos importantes para o funcionamento da empresa.

Sem plano:
Procedimento ou a ordem do processo estruturado. Utilizado para micro e pequenas empresas.
O planejamento sem plano não significa ausência de decisões. Ele enfatiza que o processo decisório pode ser efetivado, e se efetiva constantemente, sem o documento que registre a decisão tomada.

Plano
O plano significa, antes de tudo, "a redação de um texto (documento) que consubstancie os objetivos a serem alcançados pelos diversos setores da economia ou da sociedade; as diretrizes; a alocação dos recursos e os prazos necessários para alcançar os objetivos". A estrutura básica de um plano é a seguinte:
- Objetivos;
- Justificativas;
- Públicos a atingir;
- Estratégia geral;
- Recursos necessários;
- Sistemática de implantação.

Programa
" Os programas são instrumentos do processo de planejamento que procuram demonstrar a melhor alocação de recursos, no tempo e no espaço, para um conjunto homogêneo de metas estabelecidas". Para estruturar um programa deve-se responder as seguintes questões:
"Como, quando, quem, onde e por que fazer, quais os recursos, objetivos e metas, cronograma de implantação; isto seria o programa; que não é senão a adoção de uma logística", afirma Margarida Kunsch.

Projeto
O projeto" é uma peça para decisão. É um Instrumento para o estudo de alternativas. A estrutura de um projeto de Relações Públicas, segue o seguinte roteiro:
Pesquisa institucional e levantamento de dados; Briefing (história, situação econômica, política de pessoal, definição dos públicos, sistema de comunicação); Diagnóstico;
Proposta de Relações Públicas; Programas de atividades (com todas as fases inerentes: objetivos, públicos, estratégias, recursos necessários, custos, sistema de implantação, etc.);
Anteprojeto; Análise e revisão do anteprojeto; Elaboração do projeto final.

Referências Bibliográficas.
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria geral da administração. volume 1. 6ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
EVANGELISTA, Marcos Fernando. Planejamento de Relações Públicas. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1983.
KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de Relações Públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus, 1986.
VASCONCELLOS, Paulo Filho. Planejamento empresarial. ed. S.A. Rio de Janeiro: LTC-livros técnicos e científicos, 1982.

Para que serve a propaganda?

A propaganda é a comunicação impessoal paga pelo patrocinador e na qual esse patrocinador claramente é identificado. Ela constitui o elemento mais visível de uma política mercadológica; atua como ‘ponta de lança', pois aparecendo com maior destaque, é muitas vezes considerada como sendo seu aspecto mais importante (Doris Rushmann).
Propaganda é qualquer forma paga de apresentação não pessoal de idéias, produtos ou serviços, levada a efeito por um patrocinador identificado (Associação Americana de Marketing).
A propaganda é de extrema importância para a atividade mercadológica, pois através dela as empresas podem manter cooperação de seus intermediários, familiarizar seus clientes com o uso dos produtos fabricados, criar imagem de credibilidade, lançar novos produtos, estimular demanda, criar lealdade de marca, enfatizar características dos produtos, entre outros propósitos.

A propaganda pode ser promocional ou institucional
A promocional visa estimular a venda imediata, enquanto a institucional visa divulgar a imagem de empresas ou marcas de produtos, com intenção de venda indireta.
A propaganda para informar, normalmente se relaciona com a promoção de novos produtos e serviços, e a que se destina a persuasão e reforço é o que a maioria das pessoas entende como propaganda. Há também o lado das relações públicas – as relações públicas promocionais, que inclui as relações com a mídia e exposições.

Relações com a mídia
As relações com a mídia são uma parte importante do plano de propaganda. Elas envolvem o custo da formação de lobbies e da manutenção de ligações, que são considerados baixos se comparados aos custos da compra do espaço publicitário. Quando se usa a mídia para chamar a atenção para a empresa, seus produtos e serviços, é importante lembrar que os meios de comunicação não estão para a empresa, mas sim, trabalhando para seus telespectadores, ouvintes, assinantes ou leitores.

Propaganda eficiente
Um comercial para ser eficiente deve seguir alguns propósitos básicos, como chamar a atenção do público a que se refere, despertar o interesse e o desejo e levar os consumidores atingidos pelo comercial à ação. Estes aspectos devem ser observados para qualquer comunicação com o objetivo de venda.

Eventos
O uso de exposições é outro meio de tornar a empresa e seus produtos conhecidos por seus clientes potenciais. O custo das exposições pode ser elevado e tende a ser ainda mais elevado para grandes empresas que precisem montar grandes estandes a fim de promover corretamente a sua imagem. As empresas menores podem montar estandes pequenos sem parecer que estão reduzindo custos ou sendo sovinas. A maioria das empresas limita o número de exposições de que participam e, com as novas exposições que surgem a cada ano, muitas vezes é difícil de se determinar qual exposição possa ser um excelente lugar para se lançar um novo produto, ela torna a concorrência imediatamente consciente de seus planos. Por esse motivo, muitos lançamentos de produtos agora acontecem ou em hotéis ou na própria empresa, com uma seleta platéia de grandes clientes potenciais convidados.

A propaganda na tv
A propaganda é cara e deve ser usada como uma parte integrante de todo o esforço de marketing. Ela precisa ser encaminhada efetivamente. Não existe fundamento em se fazer a propaganda em rede nacional de televisão de um lava-rápido de automóveis local. Isso é óbvio, mas há muitas armadilhas que não são tão óbvias.
Uma vez que a propaganda na televisão e na mídia impressa veiculada nacionalmente seja muito dispendiosa, a maior parte da propaganda de televisão e da mídia impressa de cobertura nacional diz respeito aos bens de consumo com grandes vendas anuais, ou serviços como a atividade bancária e de seguros de grandes empresas.

Comunicação dirigida
A propaganda de bens de capital ou produtos industriais lança mão de canais muito mais diretos e mais específicos do que a propaganda de bens de consumo imediato ou de bens de consumo duráveis.
Os objetivos de sua propaganda precisam ser estabelecidos, e estes objetivos precisam ser realísticos. É preciso que seja definido o público que se deseja atingir, como e por que precisa atingi-lo.

Propaganda cooperativada
Algumas empresas usam propaganda para criação de demanda primária, ou seja, para a divulgação de um gênero de produto. Exemplo: os produtores de leite podem fazer anúncios enfatizando os benefícios do produto, visando ao aumento de seu consumo e conseqüentemente favorecendo todas as indústrias do setor. Os custos de anúncios destes tipos muitas vezes são rateados entre os próprios membros de uma associação. Este tipo de propaganda com a participação dos anunciantes nas despesas chama-se propaganda cooperativada. Ela pode ocorrer a nível não só de fabricante como também de varejo quando varejistas dividem entre eles ou ainda com o próprio fabricante todos os custos da campanha.

Comunicação programada

As empresas representam uma das mais complexas organizações que existem na sociedade. As Relações Públicas tem como função, organizar, comunicar e administrar a relação da empresa com o seu público, não deixando que isso prejudique o desenvolvimento. A empresa não tem só como objetivo, a venda (marketing), mas quer conciliar o interesse dela com a do público, criando assim um equilíbrio.
Para que uma empresa tenha um bom relacionamento com o seu público e funcionário, a empresa precisa de uma boa assessoria de comunicação, que são:

Assessoramento
É a principal função de Relações Públicas, pois aconselha, orienta e chega até a convencer, com estratégias que levem ao bom relacionamento entre os públicos. Ele também orienta e educa os funcionários da empresa e a administração da mesma, com relação aos órgãos governamentais, comunicando os plano e projetos da organização.

Pesquisa
Tem como objetivo pesquisar dados e informações para saber a opinião e atitude do público, avaliando assim seus resultados, corrigindo diferenças entre os públicos e a empresa, quando encontradas.

Planejamento
Após a pesquisa, é feito o planejamento, para definir públicos e objetivos a serem alcançados, sentindo as necessidades de todos os públicos. Com o planejamento se consegue organizar as ações e esclarecer as dúvidas sobre o que será feito, como será, quando, onde para que e quem. Fazer com que todas as atividades sejam executadas e integradas dentro da mesma.

Execução
Tudo o que foi planejado deverá ser executado para que as atividades sejam aceitas. Desde a mais simples função, até a mais importante da empresa.

Coordenação
Tem como objetivo integrar os interesses, não de forma isolada, mas com diversos públicos, tendo um só objetivo. A imagem de profissionalismo, seria o reflexo do desenvolvimento harmônico.

Controle
Tudo o que foi planejado deve ser acompanhado e controlado, seja ele um projeto ou um programa, para que saia de acordo com o seu objetivo (planejado), para que garanta o objetivo pretendido e assim evitando o replanejamento. Agindo rapidamente para corrigir erros e falhas de comunicação.
Por estar interessada no seu público, funcionários e comunidade, a empresa visa proporcionar a melhora da educação, proteção ambiental e melhoria da qualidade de vida da população. Dá-se o nome de projetos sociais, tais como: creche na comunidade, escola para filhos dos funcionários, cursos profissionalizantes, saneamento básico; visando sempre o crescimento da qualidade de vida da comunidade.
Para o público interno e acionista, a empresa regularmente comunica através de reuniões, relatórios e house organ, os seus investimentos e capital.
Como exemplo, temos a Fundação Bradesco, que foi criada com objetivo de proporcionar educação e profissionalização às crianças, jovens e adultos. Por ter uma boa infra-estrutura e ensino de qualidade, a procura tem sido grande.
A Fundação Bradesco desenvolve a educação infantil, ensino fundamental e médio e ‘telepostos’. Em 1998, a Fundação Bradesco, investiu cerca de R$94.894.000,00 distribuídos entre 97.368 alunos. A empresa investe em todo o país, sendo a região Nordeste a mais concentrada, onde se localizam as áreas mais carentes. A maioria das empresas não fazem o marketing direto em relação aos projetos, mas sempre estamos associando o projeto à empresa, sendo assim o marketing indireto.

Comunicação Corporativa Eficaz

As empresas representam uma das mais complexas organizações que existem na sociedade. As Relações Públicas tem como função, organizar, comunicar e administrar a relação da empresa com o seu público, não deixando que isso prejudique o desenvolvimento. A empresa não tem só como objetivo, a venda (marketing), mas quer conciliar o interesse dela com a do público, criando assim um equilíbrio.
Para que uma empresa tenha um bom relacionamento com o seu público e funcionário, a empresa precisa de uma boa assessoria de comunicação, que são:

Assessoramento: É a principal função de Relações Públicas, pois aconselha, orienta e chega até a convencer, com estratégias que levem ao bom relacionamento entre os públicos. Ele também orienta e educa os funcionários da empresa e a administração da mesma, com relação aos órgãos governamentais, comunicando os plano e projetos da organização.

Pesquisa: Tem como objetivo pesquisar dados e informações para saber a opinião e atitude do público, avaliando assim seus resultados, corrigindo diferenças entre os públicos e a empresa, quando encontradas.

Planejamento: após a pesquisa, é feito o planejamento, para definir públicos e objetivos a serem alcançados, sentindo as necessidades de todos os públicos. Com o planejamento se consegue organizar as ações e esclarecer as dúvidas sobre o que será feito, como será, quando, onde para que e quem. Fazer com que todas as atividades sejam executadas e integradas dentro da mesma.

Execução: tudo o que foi planejado, será executado para que as atividades sejam aceitas. Desde a mais simples função, até a mais importante da empresa.

Coordenação: tem como objetivo integrar os interesses, não de forma isolada, mas com diversos públicos, tendo um só objetivo. A imagem de profissionalismo, seria o reflexo do desenvolvimento harmônico.

Controle: tudo o que foi planejado, é acompanhado e controlado, seja ele um projeto ou um programa, para que saia de acordo com o seu objetivo (planejado), para que garanta o objetivo pretendido e assim evitando o replanejamento. Agindo rapidamente para corrigir erros e falhas de comunicação.
Por estar interessada com o seu público, funcionários e comunidade, a empresa visa proporcionar a melhora da educação, proteção ambiental e melhoria da qualidade de vida da população. Dá-se o nome de projetos sociais, tais como: creche na comunidade, escola para filhos dos funcionários, cursos profissionalizantes, saneamento básico; visando sempre o crescimento da qualidade de vida da comunidade.
Para o público interno e acionista, a empresa regularmente comunica através de reuniões, relatórios e house organ, os seus investimentos e capital.
Como exemplo, temos a Fundação Bradesco, que foi criada com objetivo de proporcionar educação e profissionalização às crianças, jovens e adultos. Por ter uma boa infra-estrutura e ensino de qualidade, a procura tem sido grande.
A Fundação Bradesco desenvolve a educação infantil, ensino fundamental e médio e ‘telepostos’. Em 1998, a Fundação Bradesco, investiu cerca de R$94.894.000,00 distribuídos entre 97.368 alunos. A empresa investe em todo o país, sendo a região Nordeste a mais concentrada, onde se localizam as áreas mais carentes. A maioria das empresas não fazem o marketing direto em relação aos projetos, mas sempre estamos associando o projeto à empresa, sendo assim o marketing indireto.

Como funciona a Comunicação Integrada

Processo de comunicação integrada
É o processo que integra todas as funções que se relacionam com públicos ou que fazem algum tipo de comunicação como: marketing, relações públicas, publicidade, ombudsman, telemarketing e etc. Entretanto, isso não impede que as funções tenham estratégias próprias, mas no momento da comunicação empresarial, as ações devem estar coordenadas.
A administração da Comunicação e da Imagem Empresarial é feita através de uma gerência interfuncional com responsabilidades de: desenvolver o planejamento estratégico da imagem, por meio de pesquisas, com o objetivo de definir as direções a serem tomadas; gerenciar a comunicação programada, comunicação simbólica, os issues e o sistema de objetivos e operar como brigada de incêndio nos casos de crises da empresa com a opinião pública.

Planejamento estratégico da imagem
Esse planejamento é feito através da centralização das informações e pesquisas, de um check-up organizacional, onde são identificadas as questões que precisam ser administradas e os elementos da identificação institucional que precisam ser harmonizados.

Gerência da comunicação programada
A empresa tem que se relacionar com inúmeros tipos de públicos, independente se ela for grande ou pequena. Entretanto, o importante no processo é a correta identificação desses públicos e a análise de tais, visto cada um ter uma particularidade e uma linguagem própria.
A gerência de comunicação programada tem por objetivos: coordenar a integração dos movimentos táticos e buscar a otimização dos recursos, integrar a comunicação e o marketing institucional e unificar o discurso, ou seja, transmitir a mesma mensagem para todos os públicos, adequada a cada um deles.

Gerência da comunicação simbólica
Tem por objetivo proteger os atributos de imagem da empresa, assegurando a harmonia e impedindo conflitos entre o discurso institucional e os programas.

Issue Manangement ( Gerência de questões)
São fatores como: intervenções do poder público, polêmicas, ações e reações da opinião pública, concorrência e etc., que podem alterar a vida das empresas com impacto, na maioria negativos, nos seus negócios ou na atividade.
São duas as famílias de issues: os relacionados à imagem e os relacionados às questões públicas.

Gerência do sistema de objetivos
Visa estabelecer o sistema de comunicação, analisar feedbacks e medir avanços. Há dois requerimentos importantes no sistema de comunicação integrada sem os quais o conceito não funcionará: a participação deste colegiado do Decision Making Process da Organização e o envolvimento total do Top Management no processo.